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quinta-feira, outubro 09, 2008

Apelo ao voto

Os américas têm bué defeitos, montes deles, mas imaginação não lhes falta. Video da "camapanha" de apelo ao voto para as presidenciais (roubado daqui):

sexta-feira, julho 04, 2008

Nem sei o que pensar

Os nossos mui estimados deputados, andam de candeias às avessas e não concordam com um tema (que infelizmente ainda é) sensível: o casamento entre pessoas do mesmo sexo.


Manuela Ferreira Leite "defende" uma união civil registada (que não tem nada a ver com o casamento), que o pessoal de esquerda não gosta (acha pouco) e a malta da direita não desgosta completamente. A senhora quer criar em Portugal a tal "união civil registada", à semelhança do que foi feito em Inglaterra, onde pessoas do mesmo sexo podem unir-se, ganhando os mesmo direitos que os casados.

Sinceramente não sei bem o que pensar disto, por um lado acho que não é mau de todo, não é casamento, mas pelo menos ganham os mesmos direitos e reconhecimento que os casados, acaba por ser uma união de facto. Por outro lado acho que andam a tapar o sol com a peneira, "ah e tal, somos bué liberais e coiso e deixamos os gays unirem-se, mas casar não", ou seja, iguais, mas pouco.

sexta-feira, junho 27, 2008

O chefe quer que falemos tb de coisas sérias! - parte II

Como são sempre os mesmos a ter que levar com a crise, deixo aqui um mail que acabei de receber. Já devem ter ouvido falar que a EDP quer que os pikeninos paguem pelas dívidas dos grandes. O processo deve mesmo avançar, mas já que está em consulta pública, butes lá protestar e encher os senhores de mails:


Caros(as) Amigos(as),

Há planos que pretendem pôr os cidadãos comuns, bons e regulares pagadores, a pagar as dívidas acumuladas por caloteiros clientes da EDP, num total de 12 milhões de euros e, para o efeito, a entidade reguladora está afazer uma consulta pública que encerra dia 07 de Julho. Em função dos resultados desta consulta será tomada uma decisão. Esta consulta não está a ser devidamente divulgada nem foi publicitada pela EDP, pelo menos que se saiba. A DECO tem protestado, mas o processo é irreversível e o resultado desta consulta irá definir se a dívida é ou não paga pelos clientes da EDP. A DECO teme que este procedimento pegue e se estenda a todos os domínios da actividade económica e a outras empresas de fornecimento de serviços (EPAL, supermercados, etc.). Há que agir rapidamente. Basta enviar um e-mail com a nossa opinião, o que também pode ser feito por fax ou carta.

www.erse.pt/vpt/entrada/consultapublica

Abaixo segue um exemplo de e-mail a utilizar:
"Exmos. Senhores,
Pelo presente e na qualidade de cidadão e de cliente da EDP, num Estado que se pretende de Direito, venho manifestar e comunicar a Vossas Exas. a minha discordância, oposição e mesmo indignação relativamente à "proposta" – que considero absolutamente ilegal e inconstitucional – de colocar os cidadãos cumpridores e regulares pagadores a terem que suportar também o valor das dívidas para com a EDP por parte dos incumpridores.Com os melhores cumprimentos, XXXXXXXXXXXX"

O endereço de correio electrónico para onde devem enviar o protesto é o seguinte: consultapublica@erse.pt

O chefe quer que falemos tb de coisas sérias!


Os pontos-chave do Tratado de Lisboa

Novos cargos e mudanças nos modelos de decisão estão entre os aspectos mais relevantes
O novo tratado facilita a tomada de decisões e reforça a capacidade da acção externa da
União Europeia

  1. Presidência do Conselho
    O Conselho Europeu elege um presidente por maioria qualificada, por um mandato de dois
    anos e meio, renovável uma vez, sem poder executivo. Assim, as presidências rotativas da
    União Europeia terminam, mas mantêm-se ao nível de alguns conselhos de ministros.
  2. O "ministro dos Negócios Estrangeiros europeu"
    É criado o cargo de alto-representante da União para os Negócios Estrangeiros e Política de
    Segurança, que funde os cargos do alto-representante para a Política Externa e do
    comissário para os Assuntos Externos. Concentra as vertentes intergovernamental e
    comunitária da acção externa (é um dos vice-presidentes da Comissão).
  3. Decisões por maioria qualificada
    A aprovação por maioria qualificada no Conselho exige uma maioria dos Estados (55 por
    cento, 15 Estados) e da população da União Europeia (pelo menos 65 por cento). Em cerca
    de 40 domínios a unanimidade deixa de ser necessária (como segurança energética ou
    ajuda humanitária de emergência). A unanimidade mantém-se necessária para políticas
    fiscal, externa, de defesa e de segurança social. Entrada em vigor em 2014. Até 2019,
    qualquer Estado pode pedir a aplicação do sistema de Nice.
  4. Minorias de bloqueio
    Têm de reunir pelo menos 13 Estados-membros ou, em alternativa, 35,01 por cento da
    população (com um mínimo de quatro países). A cláusula de Ioannina, incluída numa
    declaração anexa ao tratado, permite que um pequeno número de Estados-membros possa
    ainda pedir que uma decisão seja examinada de novo.
  5. Parlamento Europeu
    A co-decisão passa a ser a regra, com algumas excepções. Passa a aprovar todas as despesas da UE. Confirma a escolha, feita pelo Conselho (por maioria qualificada) do presidente da Comissão.
  6. Comissários
    A partir de 2014 a Comissão terá um número de comissários europeus igual a dois terços do número de Estados-membros.
  7. Parlamentos nacionais
    Continuam a poder pronunciar-se sobre propostas legislativas, tendo oito semanas para as
    analisar quanto ao respeito pelo princípio de subsidiariedade. Se um número significativo
    declarar que desrespeita esse princípio, a Comissão tem de justificar a proposta legislativa,
    se a quiser manter.